Liderança: gerenciando a complexidade

lideranca-gerenciando-complexidade.jpgGrandes organizações como a IBM, Siemens, Sony, JP Morgan e Airbus possuem um processo que serve de guia para coordenar os serviços com seus clientes e gerenciar seus fornecedores. A complexidade do sistema, se por um lado favorece, por outro pode dificultar os processos, na ausência de uma gestão eficaz. Mas, como evitar os efeitos colaterais desses sistemas?  É preciso ordem e liderança!

Liderança na complexidade

Um sistema complexo pode ser identificado pela presença de sistemas ineficientes e responsabilidades não esclarecidas, assim como profissionais mal orientados. É comum que as organizações que lidam com esse tipo de situação criem processos para equilibrar a sua estrutura complexa e trabalhar os efeitos negativos desse sistema.

Quando a empresa não tem um processo estabelecido, a responsabilidade recai na liderança. A responsabilidade é de quem tem interesse em transformar pequenas falhas em oportunidade para crescimento.

A realização de um bom trabalho muitas vezes é um desafio para a liderança quando não existe um processo estabelecido. Com pequenas alterações, talvez um gestor possa fazer diversas sugestões junto à diretoria da empresa e, quem sabe, promover uma mudança organizacional a longo prazo. Ganha quem não tem medo de conquistar novas experiências e ousar em suas ações, transformando um processo complexo em algo simplificado.

Quando a liderança encontra-se encurralada em uma organização complexa e rodeada por preocupações que são difíceis de serem superadas, deve começar a mudar tudo, estabelecendo processos simplificados para resolver a situação. Mas de que forma?

O ideal é promover a descentralização, criando processos que assegurem um alinhamento das equipes e setores.  Simplificar não é tão fácil como parece, pois as mudanças estão relacionadas com custos e benefícios. Um bom gestor deve ter um olhar atento para todos os detalhes e fazer as mudanças com critérios, sempre olhando por uma visão sistêmica.

Como a liderança pode simplificar os processos?

Arquitetos e engenheiros costumam ter uma visão boa para desfazer complexidades e redesenhar processos, por isso, são bem cotados como gestores.  Além dos sistemas de engenharia, os sistemas sociais, que incluem o comportamento e as relações dentro da organizações, são outros parâmetros que precisam interagir com sinergia, para conseguir mover o complexo, rumo ao simples.

A complexidade pode ser definida em 3 processos, que geralmente acontecem simultaneamente dentro das organizações:

  1. Processo Design:  Necessidade de alterar papéis e responsabilidades.
  2. Processo Auto organizado ou Emergente: Requer um trabalho árduo e intenso. Esse termo é muito usado no campo da gestão, porém, só funciona se estiver em sintonia. Sob as condições eficazes e corretas, os profissionais, em conjunto, passam a agir através de ações coordenadas. O líder, nesse caso, deve promover a ordem entre os funcionários.
  3. Processo de Entropia: É o processo que visa um sistema de organização em desordem. Um sistema fechado move-se em direção a um sistema de desordem máxima, seguindo a segunda lei da termodinâmica que é a entropia. É comum que os profissionais estejam mais preocupados em evitar erros e garantir suas posições do que com o que os clientes desejam.  Quando isso acontece, a organização perde o rumo.

Os executivos estão lutando para impor seus projetos, enquanto os profissionais juniores estão tentando criar ordem emergente através de suas iniciativas e existem forças que movem ambos os lados. E quando os três processos ocorrem simultaneamente é hora da liderança focar no seu desfio, dando ênfase às mudanças que funcionam de forma simples, delegando certas responsabilidades e gerindo as forças sociais.

Mantenha a entropia fora do alcance e se livre dos processos burocráticos que dificultam o funcionamento do sistema, como complexos sistemas de TI e inspire ações emergentes, proporcionando aos membros da equipe as vantagens de trabalhar em conjunto.

Sobre Vanessa Alonso

Mestranda em Ciências dos Alimentos na UNICAMP, pesquisadora, redatora, webwriter, blogueira, estudante de Marketing e curiosa. Possui experiência em outras áreas: área comercial (prospecção, vendas e liderança de equipe) e administrativa.
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